Penso porque não sei que penso
Sentimentos são fluentes
Vontade não surge
Porque com o tempo, não a invento
Não me preocupo com o que vem
Preocupo-me com o que virá
E sei perfeitamente
Que o que vem não voltará
Atrás, por detrás
De cada pedra está um sonho
Levanto o solo por inteiro
Nada vendo logo o ponho
No sítio onde estava
Pois nada encontrei
Melancolia sobreposta
À vontade de ser rei
No mundo onde vivo
No mundo em que agora estou
Dois mundos, um com sentido
Outro sem nenhum, ou
Ainda não encontrado
Devido à ganância
Anti-virtudes criadas
Da velhice à infância
Há falta de tolerância
Destruição a qualquer instância
Delinquência é a culpada
Em toda a circunstância
A culpa é da nossa
Pequena geração
Somos os motores
Os dedos de toda a mão
Não nos reconhecem como tal
Porque não acham ser verdade
Acordo todos os dias
Ignorando o conceito de virtualidade
Procuro por aquilo
Que me faz sorrir
Tenho o espírito tranquilo
Agora não tenho medo de atingir
O meu melhor desempenho
Em qualquer que seja o momento
Acredito no livre-arbítrio
De amor estou sedento
Sento-me então numa cadeira
Com o cérebro sobrelotado
De ideias
Conhecimento adquirido à primeira
Semi improviso escrito
Letra de uma música
(Hip-Hop)
De 22 / III a 10 / IV / 2007
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