quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Dois Caminhos

Na essência de uma palavra E
Está a solução encontrada R
Por detrás de cada letra E
Eu tenho a minha morada R

Morada essa desconhecida E
Onde o tempo não tem lugar R
Qualquer pessoa, dela é merecida E
Desde que tenha a força para voar R

A três degraus de altura E
A 10 000 metros do chão R
Há uma porta escura E
Iluminada pela razão R

Com madeira envelhecida E
E um puxador de corda R
Se lhe colocares a chave escolhida E
A mente adormecida, acorda R

Com acesso escuro e sombrio E
Caminhando só, pela treva R
Sentindo na cara tremendo frio E
Vou prosseguindo, à espera R

Passo a passo, prossigo no caminho E
Sem quebrar ou olhar para trás R
Sigo em frente, nunca sozinho E
Sem vacilar, parar, jamais! R

Ao fundo vislumbro o fim E
Anseio pela sua chegada R
Levo na mão um ramo de alecrim E
Noutra o coração para a minha amada R

Chegado perto dela E
Com os sentimentos à flor da pele R
Outra flor na lapela E
E o gosto dos seus lábios de mel R

Beijo intenso e profundo E
Abraço que dura milénios R
Com aquela pequena princesa do meu mundo E
Rainha de mim, por tempos eternos R

Alteza por tempo limitado E
Porque até a eternidade tem fim R
É difícil não me sentir amado E
Pôr de lado o futuro que idealizei para mim R

Volto ao caminho, sozinho E
Volto à escuridão, ao frio, à treva R
Procurando no mundo o meu cantinho E
Procurando, buscando, lutando, em guerra R

Autores:
Emanuel “Nelito” Pinho (E)
Ricardo “Rick” Santos (R)

18 / XII /2014

4 comentários:

  1. Gostei da ideia de cada um escrever um verso :) O resultado final ficou muito interessante, embora um pouco triste.

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  2. Foi uma brincadeira que fizemos. Ele quis dar um rumo triste e a maior parte das pessoas votou para que assim fosse...

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