quarta-feira, 21 de janeiro de 2004

Caminho do Destino

Amei-te
Porque amar-te era o meu único destino
Quero beijar-te, alcançar-te
Enlouquecer, perder o tino

Quero tocar nesses lábios
Beber as tuas palavras
Sentir o teu olhar
Sentir que me amavas

Sentir o teu perfume
Pelo corredor
Amar-te num temporal
Sentir o teu calor

Sentir o teu odor
Como a uma rosa cristalina
Beijar-te com amor
Amar-te em surdina

Quero escutar a música
Que sabes cantar melhor
Quero perder-me no teu mundo
Saber os teus beijos de cor

E salteado
Quero ser o teu novo amor encontrado
Numa trovoada
Em que fosses a minha princesa encantada

Porque é que continuo a pensar assim?
Porque é que insisto, sabendo que a insistência não tem fim?

Mas respondo a mim mesmo
Amei-te porque tinha de ser assim

Sou viajante solitário
Que caminha sem saber o fim

Do caminho
Que terá de percorrer sozinho

Como um mero mendigo
Que se encontra em perigo

Mas só poderá ser salvo
Por uma cavaleira andante
Mas para a encontrar
Vai ter de ser uma sombra calcorreante

O caminho terá atalhos
Mas ele vai seguir em frente (com esplendor)
Ele queria amar-te até morrer
E ligar contigo uma corrente (de amor)

Dedicado a Arwen
21 / I / 2004

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