Era uma luz ofuscante proveniente de uma lâmpada de uma sala.
Falou-me mas não prestei qualquer atenção, pois estava a pensar, sonhador.
Olhando para aquela cara perfeita, vi que os seus lábios gesticulavam sem, para mim emitirem qualquer som; não ouvia nem via senão aquela que me ocupa os confins do coração.
Só porventura experimentara este sentimento duas vezes e ambas entre o 4º ano e o 5º ano, mas desta vez mais intensamente do que nunca.
Por fim ouvia-a, tinha saído do sonho maravilhoso que me envolveu por minutos mas que para mim durou uma eternidade.
Ouvia-a ralhar comigo mas isso não importava pois aí nesse momento tive a segunda prova de que a amava.
Queria-te mas não te podia ter
És o meu fruto proibido
Que com o tempo deixarás de ser
Dedicado a Arwen
18 / XI / 2002
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